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Fevereiro Laranja: campanha alerta para sinais e sintomas da leucemia

3 de fevereiro de 2026

“Em um período de um mês, eu comecei a emagrecer bastante, ter febre, uma dor de garganta que são sarava e muita fraqueza, tendo dia que não consiga ficar cinco minutos em pé.”

Esses foram os primeiros sintomas que fizeram com que nosso paciente Marcos Vinicius Sanches,de Cerqueira César/SP, começasse uma investigação. O diagnóstico, para a surpresa do paciente e da família: leucemia. “Nem imaginava, achei que estava com anemia. E como eu sempre tinha amigdalite, achei que era só mais uma vez”.

Este mês foi escolhido para alertar sobre a leucemia, pela campanha Fevereiro Laranja. Por não ter formas de prevenção, a iniciativa busca informar a população para identificar os sinais e sintomas com rapidez e para o diagnóstico precoce.

“Os sintomas da leucemia são muito parecidos com os de outras condições clínicas.Por isso, as pessoas podem demorar a suspeitar e a investigar o caso como leucemia, o que atrasa o diagnóstico. Então, é necessário alertar sobre os sinais e sintomas, uma vez que, quanto antes iniciada a investigação e realizado o diagnóstico correto, melhores são as chances de sucesso do tratamento”, comenta o médico hematologista do Hospital Amaral Carvalho, Iago Colturato.

A leucemia é um tipo de câncer que ataca a medula óssea, responsável pela produção do sangue. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), mais de 10.000 brasileiros são diagnosticados por ano com essa doença,que se diferencia em alguns subtipos. Os quatro mais comuns são: leucemia mieloide aguda, leucemia mieloide crônica, leucemia linfocítica aguda e leucemia linfocítica crônica.

Além da perda de peso sem motivo, febre e fraqueza,como relatou o Marcos, os pacientes podem apresentar falta de ar, dor de cabeça, sudorese noturna, sangramentos,geralmente pelo nariz e gengivas, manchas roxas pelo corpo, desconforto abdominal, dores nos ossos e nas articulações e gânglios linfáticos inchados,especialmente na região do pescoço e das axilas. A redução dos glóbulos brancos provoca queda da imunidade e aumenta as chances de infecções graves ou recorrentes.

Nos casos em que a doença afeta o Sistema Nervoso Central, podem ocorrer náuseas,vômitos, visão dupla e desorientação. Esses sinais podem estar relacionados a outras doenças, mas é importante procurar atendimento médico ao surgimento deles.

“Existem diferentes opções de tratamento para a doença, que varia de acordo com o tipo da leucemia e das condições de saúde do paciente. Podemos tratar com medicamentos orais (terapia-alvo) ou anticorpos monoclonais, com quimioterapias convencionais ou com transplante de medula óssea, procedimento de alta complexidade em que o Hospital Amaral Carvalho é referência no Brasil”, explica o médico.


Como se tornar um doador de medula óssea

O transplante de medula óssea (TMO) é um procedimento que substitui a medula óssea doente por células normais de medula óssea de um doador compatível a fim de reconstituir uma medula saudável. Embora seja um procedimento bastante utilizado, nem sempre é necessário. Se indicado, o doador pode ou não ser aparentado (de uma pessoa da família).

No entanto, por conta da dificuldade em encontrar doadores compatíveis, existe o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), um banco de doadores voluntários brasileiros. Qualquer pessoa pode se cadastrar e fazer parte da lista de doadores disponíveis. Para fazer parte, é simples:

– Vá até o hemocentro mais próximo de você. Em nossa região,o Hemonúcleo Regional de Jaú fica localizado na estrutura do Hospital Amaral Carvalho;

– O profissional responsável pelo seu atendimento apresentará um termo de consentimento livre e esclarecimento (TCLE) e um formulário para ser preenchido. É necessário apresentar um documento de identidade com foto;

– Seu sangue será coletado para análise por exame de histocompatibilidade (HLA), para identificação das suas características genéticas;

– Seus dados pessoais e dados coletados pelo exame serão incluídos no Redome;

– Sempre que um paciente precisar de um transplante de medula óssea, é feita a busca no Redome, onde os seus dados estão armazenados.Quando ocorrer possível compatibilidade com um paciente, você receberá o contato do hospital;

– Caso o desejo da doação seja confirmado, exames complementares serão realizados para avaliação e confirmação;

– Após essas etapas, a data para a realização do procedimento será marcada.

Os doadores devem ter entre 18 e 35 anos e estarem em com estado geral de saúde. O voluntário permanece no cadastro até os 60 anos e pode realizar a doação até essa idade.

Marcos durante tratamento contra leucemia
Paciente após término do tratamento
Anexos
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