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Hospital Amaral Carvalho apoia campanha que alerta sobre câncer ginecológico

21 de julho de 2025


O mês de julho é também marcado pela campanha de prevenção e conscientização do câncer ginecológico. Intitulada de Julho Verde Escuro, a iniciativa pretende ressaltar a importância dos exames preventivos e do diagnóstico precoce da doença, que ainda registra alta incidência no Brasil.

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São categorizados como câncer ginecológicos aqueles que afetam um ou mais órgãos do aparelho reprodutor feminino. O mais frequente é o tumor no colo do útero, com média de 17 mil casos por ano. Só no Hospital Amaral Carvalho, foram registrados mais de 1,6 mil novos casos entre 2018 e 2022, de acordo com levantamento feito pelo Registro Hospitalar de Câncer (RHC). O Instituto Nacional do Câncer (INCA) aponta ainda a alta incidência dos tumores no corpo do útero, com quase 8 mil registros anuais, e ovário com um pouco mais de 7 mil casos por ano.

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A médica oncoginecologista do HAC, Lenira Maria  Queiroz Mauad, explica que campanhas como essa são essenciais para difundir informação sobre a importância dos exames de rastreio para o diagnóstico precoce. “É inaceitável que o país ainda registre números tão altos de mortalidade por câncer do colo do útero, que é considerado uma doença curável. Suas lesões precursoras podem ser identificadas muito precocemente no exame Papanicolaou, que é realizado gratuitamente na rede pública de saúde. Estas lesões detectadas precocemente são tratadas de forma eficaz, evitando a forma invasora da doença, comenta.

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No município de Jaú, os números do câncer do colo do útero  eram de 10,22 óbitos  para cada 100 mil mulheres no início dos anos 90. Após a implementação do Programa de Prevenção do Câncer Ginecológico, em 1994, os números reduziram consideravelmente, chegando a zero nos anos de 2004, 2015 e 2021 “Isso não se deve só ao avanço do tratamento, mas, principalmente, por conta da conscientização da população sobre a importância dos exames de prevenção, a confiança na Instituição e a continuidade de um programa  organizado”, explica.

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Busca ativa
Além do Papanicolaou, outros exames como o Ultrassom e a histeroscopia para mulheres com sangramento pós menopausa histeroscopia podem auxiliar na detecção precoce do câncer de endométrio. “É essencial que a mulher visite regularmente um médico para acompanhamento e realize os exames indicados pelo profissional para que, se for o caso, descubra a condição com tempo hábil de oferecer um tratamento menos invasivo e com altas chances de sucesso.”
Os sintomas variam de acordo com o tipo de câncer, mas o mais comum entre os tumores ginecológicos é o sangramento vaginal, além de corrimento vaginal anormal e dor.

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“Os fatores de risco para os tumores ginecológicos estão relacionados com o estilo de vida, então tabagismo e obesidade são alguns deles. Além disso, a iniciação sexual precoce e a multiplicidade de parceiros sexuais  aumenta o risco de infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV) - agente causador das lesões precursoras e causadoras do câncer do colo do útero e da vulva, diz Lenira.

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Desde 2014, o Ministério da Saúde disponibiliza gratuitamente a vacina contra o HPV nas unidades de saúde para meninas e meninos de nove a 14 anos. A vacina evita a infecção pelo vírus e reduz as chances do desenvolvimento desse tipo de câncer ou outras doenças relacionadas.

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Serviço
O Hospital Amaral Carvalho mantém o Programa de Prevenção do Câncer Ginecológico para rastreamento da doença e realização do exame preventivo. O serviço tem quase 80 mil pacientes atendidas, a maioria jauenses, alcançando resultados bastante significativos com redução da incidência do câncer invasor e da mortalidade no Município, como em 2004,  2015 e 2021 quando nenhuma jauense morreu por câncer do colo do útero.
Mulheres que necessitem realizar o Papanicolaou devem entrar em contato com o Instituto de Prevenção pelo telefone (14) 3602-1241 e agendar o atendimento.

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O Hospital Amaral Carvalho mantém o Programa de Prevenção do Câncer Ginecológico para rastreamento da doença e realização do exame preventivo

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Oncoginecologista do HAC, Lenira Queiroz Mauad

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Anexos
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