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HAC é reconhecido nacionalmente por projeto de integração precoce dos Cuidados Paliativos na Oncologia

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Oncopaliativista Juliana Victor recebendo o Prêmio Marcos Moraes no Rio de Janeiro na última quarta-feira (23). - Foto: Arquivo Pessoal.

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Iniciativa foi vencedora da 6ª edição do Prêmio Marcos Moraes de Pesquisa e Inovação para o Controle do Câncer, na categoria Cuidados Paliativos.

O Hospital Amaral Carvalho (HAC) foi reconhecido nacionalmente pelo trabalho desenvolvido na área de Cuidados Paliativos. A Instituição foi vencedora da sexta edição do Prêmio Marcos Moraes de Pesquisa e Inovação para o Controle do Câncer, na categoria Inovação em Cuidados Paliativos, com o projeto “Uma Jornada Ininterrupta de Cuidado – Integração Precoce dos Cuidados Paliativos na Jornada Oncológica”, de autoria da médica oncopaliativista Juliana dos Santos de Oliveira Victor, da diretora de Desenvolvimento em Saúde Cristina Moro e da enfermeira-chefe da Unidade de Cuidados Paliativos do HAC, Fabiana Batista de Moura. Juliana Victor representou o HAC na cerimônia de premiação, realizada no Rio de Janeiro.

Para a médica, o reconhecimento representa uma valorização do trabalho desenvolvido pela Instituição e pela equipe, além de reforçar a importância de manter uma assistência pautada na humanização e na dignidade dos pacientes e familiares. “Receber esse prêmio mostra para a gente o reconhecimento em nível nacional. Valoriza muito o nosso trabalho em relação aos pacientes, aos colegas de profissão, ao quadro do hospital e à nossa própria equipe”.

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Cuidado que começa mais cedo

O projeto surgiu a partir da percepção de que muitos pacientes com câncer metastático ainda chegam aos Cuidados Paliativos somente em fases avançadas da doença. Nesses casos, a mudança de abordagem pode ser vivenciada como uma ruptura, associada à ideia de que não existem mais possibilidades de tratamento ou cuidado. A proposta desenvolvida pelo HAC busca justamente transformar essa experiência. A partir do diagnóstico de doença metastática, o paciente pode ser encaminhado pela equipe de Oncologia para acompanhamento conjunto com os Cuidados Paliativos. Dessa forma, o atendimento começa de maneira mais precoce e permite a construção gradual de vínculo entre paciente, familiares e equipe.

O objetivo é oferecer cuidado contínuo, com atenção não apenas aos sintomas físicos, mas também às necessidades emocionais, sociais e espirituais, respeitando as individualidades de cada pessoa. Atualmente, o serviço conta com cinco médicas paliativistas e realiza consultas presenciais e por teleatendimento. São aproximadamente 600 atendimentos ambulatoriais por mês, sendo cerca de 30% realizados de forma remota, ampliando o acesso e possibilitando a continuidade do acompanhamento.

Outro resultado observado pela equipe é a mudança no perfil dos encaminhamentos. Atualmente, aproximadamente 85% dos novos casos ambulatoriais são de pacientes que permanecem em tratamento concomitante ao tratamento oncológico, demonstrando uma integração mais precoce entre as duas áreas.

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Assistência multidisciplinar

No ambiente hospitalar, o HAC possui uma enfermaria especializada com 14 leitos destinados aos Cuidados Paliativos, que recebe aproximadamente 80 internações por mês. O atendimento é realizado por uma equipe multidisciplinar, formada por profissionais das áreas de Medicina, Enfermagem, Psicologia, Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia, Fisioterapia e Assistência Social, além de suporte espiritual de acordo com as crenças e necessidades de cada paciente e família.

As equipes realizam visitas multiprofissionais diariamente e reuniões semanais para discussão dos casos, alinhamento das condutas e planejamento compartilhado dos cuidados. A proposta também acompanha o paciente para além da internação. Após a alta hospitalar, a equipe realiza contato ativo para acompanhar a evolução e manter o vínculo assistencial. Nos casos de óbito, que representam em média 35 casos por mês, os familiares também recebem contato da equipe, como forma de acolhimento e apoio durante o processo de luto.

O trabalho inclui ainda ações de humanização em datas comemorativas, buscando preservar aspectos relacionados à identidade, afetividade, pertencimento e qualidade de vida dos pacientes, mesmo diante de situações de adoecimento avançado.

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Uma jornada contínua

Mais do que uma mudança no momento do encaminhamento, o projeto propõe uma transformação na forma de compreender os Cuidados Paliativos dentro da assistência oncológica. A ideia é que eles não sejam associados exclusivamente aos momentos finais da vida, mas estejam presentes ao longo de toda a jornada do paciente que enfrenta uma doença avançada. Essa presença precoce permite à equipe acompanhar de perto as necessidades do paciente e de sua família, favorecendo o manejo dos sintomas, o fortalecimento da autonomia, a comunicação e o suporte emocional.

Para a oncopaliativista Juliana Victor, o reconhecimento também reforça que o trabalho desenvolvido pela equipe está alinhado aos princípios que orientam a assistência oferecida pelo Hospital. “É um sinal de que seguir os nossos princípios e manter a nossa forma de trabalhar está fazendo com que a gente colha frutos dentro e fora da Instituição. Isso nos dá estímulo para manter o nosso trabalho e utilizar cada vez mais a nossa função, a nossa missão, trazendo humanização e dignidade para os pacientes e para as famílias.”

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Divulgação do resultado da categoria "Inovação em Cuidados Paliativos" do Prêmio Marcos Moraes. - Foto: Divulgação Prêmio Marcos Moraes.

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Anexos
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