Remédicos do Riso

Remédicos do Riso

Um remédio contra o baixo astral

Remédicos do Riso formam grupo de voluntários engajados em causas sociais e auxílio à pacientes carentes com câncer


Rostos pintados, um figurino que está longe de ser discreto ou modesto. Eles não deixam apenas suas profissões em prol do próximo. Abandonam também suas tristezas e inseguranças ao assumir o nariz vermelho. É como se a máscara branca, sozinha, assumisse a forma de um sorriso e transformasse tudo e todos ao redor. Eles não são comediantes, não são médicos, mas acreditam que qualquer doença pode melhorar com um único e poderoso remédio: a alegria.

O Remédicos do Riso é um grupo que atua há 10 anos no Hospital Amaral Carvalho, formado por pessoas que dedicam-se de forma voluntária à instituição, referência no tratamento e combate ao câncer.

Atualmente coordenado por Emerson Henrique Dátilo e Rogério Fabre, o grupo destina-se ao entretenimento de pacientes e acompanhantes do HAC. Formado principalmente por empresários, advogados e donas-de-casa, os 37 integrantes têm como principal objetivo animar os pacientes das alas pediátricas e de transplante de medula óssea, mas levam à brincadeira muito a sério.

Exemplo disso é que para se tornar apto a praticar o voluntariado levando no peito o nome "Remédico do Riso", o interessado deve passar por um ano de treinamento e estudo. "Durante os 12 meses são realizadas oficinas quinzenais, com profissionais de várias áreas como artes cênicas, terapia corporal, terapia musical, psicologia, mágica, dentre outros", explica o empresário Emerson Dátilo, que quando entra no HAC passa a ser chamado de "Dr. Katreco".

São 40 remédicos que levam a alegria, a esperança e o sorriso àqueles que passam por um momento tão delicado em suas vidas, todos formados em oficinas. E o trabalho não pára por aí: para manter os voluntários unidos, o grupo se reúne mensalmente e promove encontros de atualização. São nessas ocasiões que são definidas as escalas semanais de duplas ou trios que irão visitar o HAC ou participar de eventos. "Quando os pacientes vêem o palhaço passando, imediatamente quebra aquele gelo. É uma forma de fazê-los esquecer, de sair daquela rotina. Faz mais bem para nós do que para o paciente, isso posso garantir", conclui Emerson.


 

ouvidoria@amaralcarvalho.org.br