Salve Vidas

Salve vidas. Doe sangue e plaquetas!

Hemonúcleo Regional de Jaú pede ajuda da população; veja o que é preciso para doar sangue

 

Estoques de sangue e plaquetas muito abaixo do necessário para a segurança na distribuição de hemocomponentes para os serviços atendidos. Cirurgias a ponto de serem desmarcadas. Vidas em risco. Mal o ano começou e os hemocentros sofrem com a falta de doadores. Pouco expressivas em épocas do ano como o inverno, férias escolares e festas de final de ano - cerca de 30% abaixo do necessário, as doações no Hemonúcleo Regional de Jahu (SP) no mês de janeiro estão ainda mais tímidas e a unidade pede ajuda.

Responsável pela distribuição de sangue para nove municípios e 11 hospitais da região, o Hemonúcleo é um dos centros que passam por problemas com a baixa dos estoques e faz apelo por doações, especialmente de plaquetas.

O coordenador técnico Francisco Martins da Costa Filho explica que o caráter constante de urgência para captação de sangue do local se dá em virtude da demanda: entre os hospitais que atende esta o Hospital Amaral Carvalho (HAC) que é o que mais utiliza bolsas de sangue, pois trata pacientes que fazem quimioterapia e transplante de medula óssea e, por isso, precisam de mais transfusões.


A doação

Para Francisco, doadores de sangue são sujeitos especiais, movidos pelo desejo de ajudar a salvar vidas de pessoas que na maioria das vezes nem conhecem. "Dispensando apenas 25 minutos (em média) para doar um pouco de seu sangue, o doador ajuda a salvar a vida de até três pacientes diferentes", esclarece. Isso mesmo. Em uma só doação - cerca de 450 ml de sangue, o material é fracionado em três hemocomponentes: plaquetas, plasma e hemácias.

Mas, mesmo sabendo que a doação pode salvar vidas, muitas pessoas não doam sangue por comodismo ou até medo. "Será que vai doer? Eu vou passar mal?". Francisco afirma que a doação é um ato seguro e praticamente indolor, não traz nenhum prejuízo ou consequência à saúde do doador, não o obriga a doar sangue para o resto da vida, não engrossa o sangue e não aumenta a pressão. "Qualquer pessoa pode doar, basta seguir os requisitos básicos", diz.