4/3/2015 - Hospital Amaral Carvalho tem ensino infantil para pacientes da ala pediátrica

Aulas do berçário ao jardim II são novidade no Hospital do Câncer de Jaú

Hospital Amaral Carvalho (HAC), no ano de seu centenário, comemora mais uma conquista na área de educação e de humanização do tratamento: a instituição teve aprovação da Secretaria Municipal de Educação de Jaú (SP) para oferecer ensino infantil (do berçário ao jardim II) a pacientes em tratamento de câncer na ala pediátrica.
De acordo com a terapeuta ocupacional Marcia Boletti Pengo, há algum tempo o hospital buscava viabilizar a educação infantil. “Hoje, damos um grande passo em prol dos pacientes menores, que podem iniciar ou dar continuidade às atividades escolares mesmo durante os períodos de internação”, relata.
Desde 2004 o Hospital do Câncer de Jaú participa do projeto Classe Hospitalar, vinculado à Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, com aulas do ensino fundamental. Mais de 100 pacientes-alunos vindos de todo o Brasil já foram beneficiados pela Educação Especial no HAC.

Como funciona?
Desde fevereiro, além das duas professoras contratadas pela Secretaria Estadual da Educação, que dão aulas do ensino fundamental, o Hospital Amaral Carvalho conta com uma professora da Secretaria Municipal de Educação, para ministrar aulas do ensino infantil.
As profissionais são responsáveis por inserir as atividades escolares no cotidiano das crianças e adolescentes hospitalizados. Quando um paciente inicia o tratamento oncológico, as professoras coletam informações como nome, cidade de origem, idade e escola onde era matriculado e então, fazem contato com o colégio para solicitação do conteúdo pragmático do ano escolar do aluno.
A Classe Hospitalar do Hospital Amaral Carvalho, da Rede Estadual de Ensino, a partir de 2015, passa a ter vínculo com a Escola Estadual Dr. Lopes Rodrigues, em Jaú, e a de Ensino Infantil, com a Escola Municipal Caic. “Os pacientes são matriculados nesses colégios, para que recebam o conteúdo pertinente a cada ano”, afirma a terapeuta ocupacional.
Marcia ressalta que há leis da Constituição Federal que garantem o direito da criança ou adolescente de receberem acompanhamento pedagógico diferenciado em virtude de tratamento médico.
As aulas são realizadas no próprio hospital: na enfermaria pediátrica há uma sala, onde as aulas podem ser individuais ou em grupo. “Caso o paciente não consiga se locomover até a sala de aula, as professoras podem atendê-lo no seu leito, no isolamento ou na casa de apoio”, explica Marcia.
Além de acompanhar o histórico do aluno, a preocupação das professoras na Classe Hospitalar é o respeito às condições do paciente durante o tratamento. “Esse trabalho nos proporciona a inserção educacional da criança com câncer após sua alta hospitalar, sem perder o ano letivo”, comenta a terapeuta ocupacional responsável pela propagação desses projetos.

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Fonte: Site Jaú Mais

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