26/1/2015 - Paciente do Hospital Amaral Carvalho e doador de medula óssea se encontram

Pouco mais de três anos após o transplante de medula óssea de sucesso realizado no Hospital Amaral Carvalho (HAC), em Jaú/SP, Kyuane Mara Rocha Vasconcelos (7), que mora em Marco, no Ceará, retornou ao interior paulista, dessa vez, não só para consulta de rotina, mas para conhecer pessoalmente o doador da medula compatível com a sua, o funcionário público Paulo André Marques de Mattos, de Santo Augusto/RS.
O encontro ocorreu no último dia 21, na Casa Ronald McDonald Jahu, onde a garotinha e seu pai, Raimundo Vasconcelos (26), estavam hospedados. O momento emocionante estreitou os laços afetivos entre o doador, a paciente e os familiares. “Quando vi o pai e sua filha felizes, ela saudável, brincando e correndo, me senti honrado. Não há preço que pague um bem que podemos fazer ao próximo”, comenta Paulo.

A doença
Quando Kyuane tinha 1 ano e seis meses, apresentou febres constantes e manchas roxas pelo corpo. Raimundo, conta que a menina foi encaminhada para um hospital em cidade próxima a Marco, para diagnóstico. “Identificaram uma leucemia e minha filha foi transferida para Fortaleza para iniciar o tratamento. E então, era necessária a realização de um transplante de medula óssea, que foi quando viemos para o Hospital do Câncer de Jaú”.
Foram feitos testes para verificar se havia doador compatível na família. Sem êxito, a pequena aguardava por um doador.

Compatibilidade
Anos mais tarde, em 2011, os caminhos do rapaz e de Kyuane se cruzaram: ele foi chamado pelo hemocentro onde havia se cadastrado, pois sua medula óssea era 100% compatível com a de uma pessoa que aguardava pelo transplante.
Em novembro daquele ano, mesmo sem saber para quem se destinava, Paulo efetuou a doação, no Hospital das Clínicas de Porto Alegre. Ele lembra que no momento, inseguro, quase hesitou. “Conversei muito com minha esposa, Lurdes, pesquisamos e vi que não tinha motivos para me preocupar. Um procedimento simples e de tamanha importância para outra pessoa: concluí que não poderia desistir”
De acordo com Paulo, o Instituto Nacional do Câncer (Inca), para preservar o paciente e o próprio doador, determina que ambos (e seus familiares) não podem ter contato antes de completar dois anos do processo de doação e transplante. Passado esse período, por intermédio do Registro Nacional dos Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), os dados das famílias podem ser divulgados, e então, após três anos, doador e paciente podem se encontrar.

Felicidade
Raimundo conta que quando souberam que havia um doador compatível com a menina, foi uma alegria imensa. “Desde o transplante, a vontade de toda a família era conhecer essa pessoa que tinha ajudado a salvar a vida da nossa Kyuane. Conhecê-lo é uma emoção inexplicável. Não tenho palavras para agradecer. Graças ao gesto que ele teve, hoje minha filha não toma medicamentos, vai a escola normalmente e está muito bem”, diz emocionado.
Paulo também está feliz da vida. “Esse momento foi um dos mais especiais. Por isso, digo aos meus amigos que pensam em um dia doar: não pensem, apenas doem. É um gesto de carinho, de amor”, completa.

Galeria de imagens e vídeosclique na imagem para ampliar

Fonte: Site Jaú Mais

URL: http://migre.me/om62m