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Hospital Amaral Carvalho orienta sobre doações de órgãos

   Dia 27 de setembro comemora-se o Dia Nacional de Doação de Órgãos e o Hospital Amaral Carvalho (HAC) aproveita a oportunidade para conscientizar as pessoas sobre a importância das doações. Desde 2008 o Hospital do Câncer de Jaú conta com a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (Cihdott), responsável por detectar possíveis doadores e orientar os familiares sobre o processo.
   Pelo fato do HAC tratar pacientes oncológicos, existe uma baixa probabilidade de possíveis doadores de múltiplos órgãos. Porém, a doença oncológica, em algumas situações, não inviabiliza a doação de córneas; fazendo com que o Hospital Amaral Carvalho ofereça o serviço de captação de córneas ao sistema de saúde. Em 2013 foram realizadas 27 captações e em 2014, até o final de agosto, já foram 40 captações, somando um total de 168 captações efetuadas desde a implantação do serviço.
   As doações de córneas funcionam do seguinte modo: depois de constatado o óbito e o preenchimento do atestado de óbito, um profissional de enfermagem realiza o levantamento dos dados do paciente e de sua enfermidade. Quando classificado como possível doador, é feito uma entrevista com a família desse paciente, para explicar o procedimento. Após a autorização, através do preenchimento e assinatura do Termo de Autorização de Doação de Órgãos, será realizada a retirada do órgão para o transplante.
   De acordo com Rosemeire Simone Dellacrode Giovanazzi, enfermeira chefe da UTI do HAC e coordenadora da Cihdott, hoje não há mais necessidade de documentos que qualifiquem a pessoa como doador, por isso, é importante que a pessoa demonstre a vontade de ser doador em vida, para que a família possa autorizar. “É um ato de amor que a família faz, porque mesmo em meio ao sofrimento, possibilita a vida e alegria para outro paciente e outra família”, completa Simone.

Transplante de Medula Óssea
   Desde 1996 o Hospital Amaral Carvalho realiza transplantes de medula óssea e hoje já foram efetuados mais de dois mil procedimentos deste tipo. Trata-se de uma doação feita em vida, que pode ajudar no tratamento de leucemias e outras doenças no sangue.
   Para doar medula óssea o doador deve ir ao Hemocentro de sua região, onde será feito um cadastro e coletado uma amostra do sangue para tipagem dos glóbulos brancos. A compatibilidade entre as medulas do doador e receptor podem chegar a uma em mil. Caso haja compatibilidade, o doador pode doar mais de uma vez, pois a quantidade de medula óssea coletada é rapidamente reposta pelo organismo.

Brasil
   É possível doar órgãos em vida ou após óbito para instituições de saúde do país que realizam captações e transplantes de outros órgãos. Simone afirma que existem algumas doenças que não têm possibilidades de tratamentos terapêuticos e somente a substituição do órgão doente pode trazer cura e esperança de vida. “A doação de órgãos é importante por livrar do sofrimento milhares de pacientes que estão à espera de um órgão”, ressalta.
   Atualmente o Brasil tem uma média de 13 pmp (doadores por milhão de pessoas), o objetivo do Ministério da Saúde é aumentar para 15 pmp até 2015.

Autor: Bruno Furlanetti