1/8/2019 - Ligas de Combate ao Câncer reforçam missão do Hospital Amaral Carvalho

   Para destacar os relevantes serviços prestados pelo Hospital Amaral Carvalho (HAC) a milhares de brasileiros em tratamento de câncer e solicitar apoio à instituição, membros do voluntariado participam da 3ª Jornada dos Voluntários da Saúde, neste mês, promovida pela Federação Brasileira das Entidades de Combate ao Câncer (Febec). Trinta e nove representantes das Ligas de Combate ao Câncer viajam ao Distrito Federal, entre os dias 5 e 7, para visitar gabinetes e sensibilizar parlamentares e autoridades sobre a importância da destinação de recursos ao hospital referência em oncologia.
   Criados a partir da década de 90, os grupos de voluntários reforçam a missão do HAC de promover saúde e bem-estar aos doentes e seus familiares. Um estudo realizado pelo Registro Hospitalar de Câncer da instituição aponta que, nas cidades onde os voluntários atuam, o índice de cura é 12,4% superior em relação a outras localidades. “É um trabalho que faz a diferença na vida de pessoas carentes que lutam contra o câncer, e tem todo o nosso respeito”, comenta o superintendente Antonio Luis de Moraes Navarro.

Gratidão
   Fazer a diferença. Foi exatamente o que Maria Ramos (64) queria quando pensou em ser voluntária, após de ter iniciado um tratamento de câncer no próprio hospital, em 2000. Brincalhona e com alto astral único, ela queria interagir e ajudar as pessoas que lutavam contra a doença. Convidada para conhecer o grupo da estética, que corta cabelo, barba e unhas dos pacientes nas unidades de internação, Maria se encantou e hoje, pouco mais de 15 anos depois, é coordenadora da equipe. “Nesse trabalho me entrego e também recebo muito”, afirmou.
   Para ela, não há nada mais gratificante do que contribuir com a autoestima dos doentes. “Muitas vezes, entramos nos quartos e todos estão quietinhos, debaixo das cobertas. Aí começamos a conversar, brincar e até dançar enquanto vamos trabalhando. Quando saímos, recebemos elogios, agradecimentos sinceros pela visita e ajuda, e isso não tem o que pague. Somos formiguinhas trabalhando, não ganhamos nada além de gratidão. Mas vale a pena, sempre.”
 

Sobre o Hospital Amaral Carvalho
O Hospital Amaral Carvalho (HAC) é uma centenária instituição que promove a saúde e bem-estar aos brasileiros. Referência em oncologia e transplantes de medula óssea, prioriza a assistência social e conta com uma rede de mais de quatro mil voluntários que integram as Ligas de Combate ao Câncer. Localizado em Jaú, interior paulista, o HAC recebe anualmente, em média, 70 mil pacientes de todos os estados do país, a maioria de São Paulo, e realiza mais de um milhão de procedimentos, como quimioterapia e radioterapia. Além de prestar assistência à saúde de qualidade com foco na segurança dos pacientes, se destaca pela abordagem humanizada. Uma das iniciativas que beneficiam seus usuários é o vínculo com grupos voluntários que oferecem suporte aos mais carentes para garantir a continuidade e melhores resultados no tratamento.

Sobre as Ligas de Combate ao Câncer
O movimento voluntário do Hospital Amaral Carvalho teve início na década de 90, a partir da criação da Entidade Anna Marcelina de Carvalho, em Jaú/SP, com um grupo de senhoras, entre elas, esposas de médicos e diretores, que atendiam as necessidades dos usuários do hospital que residiam na cidade. O êxito das atividades incentivou a organização de uma rede de apoio nos municípios que mais encaminhavam pacientes para tratamento oncológico, como Garça, Santa Cruz do Rio Pardo e Ibitinga. Escolhido para ser articulador desses grupos, José Eduardo Nadalet saiu em busca de interessados em ajudar, e então, passou a cadastrar voluntários, orientar e acompanhar as ações. Esse modelo se expandiu a vários municípios e, hoje, conta com mais de 4 mil pessoas que oferecem suporte a aproximadamente 25 mil pacientes através das 108 Ligas de Combate ao Câncer vinculadas ao HAC. Fundamentais às políticas de saúde pública e ao bem-estar de milhares de brasileiros, o voluntariado supre carências de atenção extra-hospitalar dos doentes, como questões de logística, condições financeiras e até mesmo incentivo durante as etapas do tratamento. 


 Brincalhona e com alto astral único, Maria Ramos queria interagir e ajudar as pessoas que lutavam contra o câncer


 Convidada para conhecer o grupo da estética, que corta cabelo, barba e unhas dos pacientes nas unidades de internação, Maria se encantou e hoje, pouco mais de 15 anos depois, é coordenadora da equipe. “Nesse trabalho me entrego e também recebo muito”, afirmou
 

Autor: Ariane Urbanetto