31/7/2019 - Embaixadores do HAC, voluntários viajam ao Distrito Federal para solicitar apoio

   Toda semana, Maria Itália Toffano Ronchi, aos 91 anos, dirige até o Hospital Amaral Carvalho (HAC) para realizar trabalho voluntário. Ela é uma das mais de quatro mil integrantes das Ligas de Combate ao Câncer da instituição, que atuam incansavelmente para dar suporte a pessoas em tratamento e seus familiares. Em agosto, representantes dessa importante rede de voluntariado viajam ao Distrito Federal para pedir apoio ao hospital referência em oncologia, evento organizado pela Federação Brasileira das Entidades de Combate ao Câncer (Febec).
   Vice-presidente da Entidade Anna Marcelina de Carvalho, grupo voluntário de Jaú, dona Itália, como é carinhosamente conhecida, já perdeu as contas do tempo que dedica à causa. “Cresci nesse hospital. Meu pai, fazendeiro, era muito amigo dos fundadores, então tenho um vínculo muito forte e sempre ajudei”, lembra.
   Com vocação para fazer o bem, a senhora conta que ao longo desses anos só ganhou coisas boas como amizade, respeito e amor, e por isso, não deixa o trabalho voluntário por nada. Como ela, membros dos 108 grupos voluntários espalhados pelo Brasil, a maioria no estado de São Paulo, além do acolhimento aos pacientes, reforçam o time de embaixadores do HAC.
   Entre os dias 5 e 7 de agosto, 39 representantes das Ligas participam da 3ª Jornada dos Voluntários da Saúde. A caravana percorre cerca de 900 quilômetros com o objetivo de sensibilizar parlamentares e autoridades da saúde sobre a importância dos serviços prestados pelo Hospital Amaral Carvalho e solicitar apoio. A iniciativa também reforça os laços com antigos parceiros, como deputados que já destinaram emendas à instituição.


Sobre o Hospital Amaral Carvalho
O Hospital Amaral Carvalho (HAC) é uma centenária instituição que promove a saúde e bem-estar aos brasileiros. Referência em oncologia e transplantes de medula óssea, prioriza a assistência social e conta com uma rede de mais de quatro mil voluntários que integram as Ligas de Combate ao Câncer. Localizado em Jaú, interior paulista, o HAC recebe anualmente, em média, 70 mil pacientes de todos os estados do país, a maioria de São Paulo, e realiza mais de um milhão de procedimentos, como quimioterapia e radioterapia. Além de prestar assistência à saúde de qualidade com foco na segurança dos pacientes, se destaca pela abordagem humanizada. Uma das iniciativas que beneficiam seus usuários é o vínculo com grupos voluntários que oferecem suporte aos mais carentes para garantir a continuidade e melhores resultados no tratamento.

Sobre as Ligas de Combate ao Câncer
O movimento voluntário do Hospital Amaral Carvalho teve início na década de 90, a partir da criação da Entidade Anna Marcelina de Carvalho, em Jaú/SP, com um grupo de senhoras, entre elas, esposas de médicos e diretores, que atendiam as necessidades dos usuários do hospital que residiam na cidade. O êxito das atividades incentivou a organização de uma rede de apoio nos municípios que mais encaminhavam pacientes para tratamento oncológico, como Garça, Santa Cruz do Rio Pardo e Ibitinga. Escolhido para ser articulador desses grupos, José Eduardo Nadalet saiu em busca de interessados em ajudar, e então, passou a cadastrar voluntários, orientar e acompanhar as ações. Esse modelo se expandiu a vários municípios e, hoje, conta com mais de 4 mil pessoas que oferecem suporte a aproximadamente 25 mil pacientes através das 108 Ligas de Combate ao Câncer vinculadas ao HAC.
Fundamentais às políticas de saúde pública e ao bem-estar de milhares de brasileiros, o voluntariado supre carências de atenção extra-hospitalar dos doentes, como questões de logística, condições financeiras e até mesmo incentivo durante as etapas do tratamento. Nas cidades em que esses grupo atuam, o índice de cura é 12,4% superior em relação a outras localidades, segundo levantamento do Registro Hospitalar de Câncer do HAC.

 

Fotos: Israel Denadai

 Aos 91 anos, Maria Itália Toffano Ronchi vai ao HAC toda semana para atuar como voluntária


 Vice-presidente da Entidade Anna Marcelina de Carvalho, grupo voluntário de Jaú, dona Itália, como é carinhosamente conhecida, já perdeu as contas do tempo que dedica à causa. “Cresci nesse hospital. Meu pai, fazendeiro, era muito amigo dos fundadores, então tenho um vínculo muito forte e sempre ajudei”, lembra

Autor: Ariane Urbanetto