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Os perigos do sol

   Durante o verão é importante tomar alguns cuidados com a pele, devido à exposição ao sol nas atividades profissionais e de lazer. Porém, a preocupação com os raios ultravioleta deve ser contínua, mesmo em estações como o inverno. Por isso, é fundamental adquirir alguns hábitos para se proteger, como o uso diário de filtro solar. A dermatologista do Hospital Amaral Carvalho (HAC), responsável pelo Programa de Prevenção do Melanoma, Ana Gabriela Salvio, alerta que o fator de proteção deve ser no mínimo 30, para raios ultravioleta B. “No verão as pessoas se expõem em praias, piscinas, clubes, então precisam ter a orientação adequada para que haja garantia de não terem uma lesão”, orienta.

Filtro solar
   O protetor solar deve ser reaplicado a cada duas horas ou menos, caso a pessoa transpire muito ou mergulhe na água. A partir dos seis meses de idade já é autorizado o uso de filtro solar. “O uso entre os primeiros anos até os 15 anos de idade determina o risco de ter câncer de pele no futuro”, explica Ana Gabriela.
  É necessário utilizar o produto mesmo em dias nublados, pois fatores como a radiação da tela do computador, televisão ou luzes fluorescentes também podem causar manchas ou envelhecimento precoce da pele.
   Uma alternativa é se proteger com roupas e assessórios. Trabalhadores que se expõem mais ao sol podem utilizar roupas de tecido tipo brim, pela trama ser mais coesa e diminuir a passagem dos raios ultravioleta. Também é importante o uso de bonés, chapéus, sombrinhas e se hidratar bastante.

Recomendações
   Ana Gabriela ressalta que a exposição ao sol para obter vitamina D, deve ser evitada, pois os raios ultravioleta podem causar lesões sérias a pele, ou até o melanoma, que é o maior responsável pelas mortes por câncer de pele. A Sociedade Brasileira de Dermatologia aconselha que somente pessoas com deficiência de osteopenia podem tomar sol em aproximadamente 10% da superfície corporal total, três vezes por semana, para obter vitamina D, porém a exposição intencional ao sol deve ser evitada.
   Todos devem realizar o autoexame para detectar pintas ou lesões suspeitas, principalmente pessoas de pele clara ou com histórico de câncer de pele na família. Caso haja alguma suspeita um médico especialista deve ser procurado.

 

Autor: Bruno Furlanetti