11/4/2016 - Certificações a laboratório garantem qualidade de diagnóstico no Hospital Amaral Carvalho

   O Laboratório de Anatomia Patológica (LAP) do Hospital Amaral Carvalho, tem papel fundamental no diagnóstico de doenças, através da análise de órgãos, fragmentos de tecidos e material citológico. A unidade realiza, em média, 50 mil exames por ano, incluindo punção aspirativa, papanicolaou e análises moleculares, para detecção de mutações e agentes infecciosos.
   Em 2009, o laboratório foi inscrito em uma avaliação do Colégio Americano de Patologistas (CAP), por meio do programa intitulado Rochetesting, com patrocínio da farmacêutica Roche, que tem a finalidade de avaliar a qualidade do exame de imuno-histoquímica para pesquisa da proteína HER2 em Carcinomas de mama, conforme relata o médico anatomopatologista Adauto Nunes. “A detecção da expressão dessa oncoproteína é de fundamental importância na definição da estratégia terapêutica. O gene responsável por sua produção, quando em várias cópias, provoca o aumento dessa molécula na superfície da célula, o que contribui para a ocorrência e progressão do câncer, mas há drogas específicas que bloqueiam este processo”.
   O CAP envia amostras de Carcinoma de mama com expressão de HER2 previamente conhecida, para serem submetidas a imuno-histoquímica no LAP do Amaral Carvalho. “Os resultados são avaliados pelo Colégio, que verifica a concordância e confere certificado ao laboratório que apresenta resultado satisfatório no teste”, explica o médico.
   Em 2015, após obter credenciamento da empresa AMGEN para realização do exame molecular de KRAS/NRAS – genes que codificam proteínas com importante papel fisiológico e na patogênese do carcinoma colorretal, o LAP foi inscrito também no programa UK NEQAS, da Universidade de Edinburgo. “Nesse caso, amostras de DNA tumoral procedentes do Reino Unido, com mutações previamente conhecidas ou sem essas alterações no DNA, são amplificadas por PCR e sequenciadas no laboratório de Patologia molecular do HAC, compartilhado com o Instituto de pesquisa Lauro de Souza Lima de Bauru. Os resultados são enviados à Universidade, que avalia a concordância e confere certificação de proficiência”, relata.
   Nas amostras do ano passado, a concordância entre o Amaral Carvalho e o laboratório de referência foi de 100%. “Com essas certificações, o serviço do hospital é beneficiado, já que o controle de qualidade proporciona uma estrutura capaz de identificar, em tempo hábil, eventuais problemas ou desvios de processos, além da padronização e melhora dos aspectos técnicos, refletindo na confiabilidade do paciente que recebe o tratamento mais adequado, determinado pelos resultados dos exames”, comenta o profissional. 


Biologistas Moleculares Luiza Pinheiro (Instituto Lauro de Souza Lima) e Carolina Vendramini (Hospital Amaral Carvalho), no Laboratório Molecular compartilhado pelas instituições. Ao fundo, os sequenciadores automáticos de DNA.

Autor: Ariane Urbanetto / Fotos: divulgação