22/12/2015 - Evento realizado em Jacuba arrecada mais de R$ 500 mil para o ‘Amaral Carvalho’

A sexta edição da Solidariedade Premiada, evento promovido em agosto pelo grupo de voluntários Amigos de Jacuba e que integra o Circuito de Leilões da Federação Brasileira de Entidades de Combate ao Câncer (Febec), arrecadou R$ 513.838,54, que foram revertidos no mês passado, em entrega de cheque simbólico, ao Hospital Amaral Carvalho. Na ocasião, os Amigos de Jacuba estiveram em Jaú para prestar contas da ação e tiveram a surpresa de encontrar os beneficiários de seu trabalho, que os receberam com música e agradecimento pela dedicação.

“Foi um momento de surpresa e lágrimas. Eles foram muito calorosos conosco e nos motivaram ainda mais na luta contra o câncer”, afirma um dos membros da comissão organizadora, João Tufão. “A gente quis demonstrar qual a finalidade do dinheiro que eles arrecadam, que é na acomodação do paciente. Preparamos uma faixa de agradecimento e foi emocionante porque os pacientes fizeram um coral e cantaram para eles. Pegou até a gente de surpresa”, comenta Eduardo Tadeu Guedes Piragino, diretor de Ação Social do Amaral Carvalho. Também esteve presente no evento a presidente da entidade Anna Marcelina, de Jaú, Maria Itália Toffano Ronchi.

Criada em 2009 por amigos, a ação realizada em Jacuba (distrito de Arealva) conta, hoje, com o empenho de mais de 350 voluntários. Neste ano, a Solidariedade Premiada teve encontro de jipeiros, pista off-road, música ao vivo, praça de alimentação, leilão e show de prêmios, que é uma das principais atrações do evento. Aproximadamente 15 mil pessoas participaram e contribuíram com as atividades do Amaral Carvalho.

Piragino afirma que ação de grupos de solidariedade que promovem o Circuito de Leilões é fundamental no trabalho do Amaral de Carvalho, auxiliando na manutenção das casas de apoio aos pacientes com câncer. “O hospital abarca tratamento de pacientes do Brasil inteiro. Só em São Paulo recebemos pacientes de 527 cidades. Sem as quatro casas de apoio, teríamos abandono de tratamento, porque a maior parte dos pacientes não precisa ficar internada, mas precisa ficar próxima do hospital diariamente. Estas pessoas não têm condições de arcar com os custos de estadia e as casas de apoio fazem este papel”, explica Piragino.

Sem abandono

O diretor explica que o trabalho desenvolvido nas casas de apoio com os fundos provenientes do Circuito de Leilões garante ao Amaral de Carvalho índice zero de abandono de tratamento. A média no Estado de São Paulo, em 2014, foi de 16% de abandono. “No Amaral de Carvalho os pacientes têm esta retaguarda, além das ligas de combate ao câncer, que ajudam nas cidades deles com suplementos alimentares e não os deixam perder consultas. Para curar câncer, assistência social é fundamental. Você não cura só com tratamento dentro de hospital”, define Piragino.

Obelisco pelo centenário

Para celebrar o ano de seu centenário, em 2015, o Hospital Amaral Carvalho promoveu diversos eventos como campanhas educativas, atividades esportivas, inaugurações, confraternizações entre médicos, funcionários e apoiadores. Para concluir a agenda comemorativa, nesta terça-feira (22), às 15h, será o lançamento da pedra fundamental de um obelisco.

No marco, serão depositados documentos como listas com nomes de funcionários, conselheiros e corpo clínico do hospital, notícias e fotografias das principais atividades realizadas neste ano, exemplares de jornais, folders e vídeos institucionais. Integram o arquivo cartela do selo comemorativo dos 100 anos e réplica do Ursinho Elo, projeto de humanização da ala pediátrica do Amaral Carvalho que teve destaque internacional em 2014, ano em que foi criado.

De acordo com o Superintendente do hospital, Antonio Luís Navarro, a iniciativa para criação do obelisco foi do presidente da Fundação Amaral Carvalho, Alcindo Storti, que acompanha a história da instituição há mais de 50 anos. “Abraçamos essa ideia e contamos com apoio do Espaço Cultural Amaral Carvalho, coordenado pela doutora Rachel Cesarino de Moraes Navarro”.  O obelisco será construído na sede do hospital, ao lado de um pé de tamarindo que foi preservado como uma das memórias da instituição. O monumento deverá ser aberto daqui a 100 anos.

Galeria de imagens e vídeosclique na imagem para ampliar

Fonte: Jornal da Cidade de Bauru

URL: http://migre.me/sxC15