23/11/2015 - Doadores de sangue são homenageados pela Câmara de Jaú

   Doadores de sangue do Hemonúcleo Regional de Jaú, mantido pela Fundação Amaral Carvalho, serão protagonistas da noite de homenagens promovida pela Câmara de Jahu, na próxima quarta-feira (25), Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue. O evento, realizado com apoio do hemonúcleo, integra as comemorações dos 100 anos do Hospital Amaral Carvalho.
   Para a homenagem, foi criado o prêmio “Doador de Sangue do Ano”, que será conferido anualmente pela Câmara mediante a outorga de medalhas de honra ao mérito a seis doadores voluntários de sangue no município. A lei que institui a premiação é de autoria do vereador jauense Wagner Brasil de Barros, que sempre apoia as ações do HAC, inclusive foi um dos responsáveis por conseguir verba parlamentar do deputado estadual Aldo Demarchi para a aquisição de um micro-ônibus para o hemonúcleo, no ano passado, para realizar coletas externas.
   Os indicados a receber as primeiras medalhas são Luís Otávio Toschi, 16 anos, Lara Derradi de Oliveira, 17 anos, Mário Dorcídio Padula, 68 anos, Sueli Letízio, 68 anos, Dojanir José Torchetto, 69 anos, e Cacilda Naba Mateus, 69 anos.
   Segundo o médico responsável pelo Hemonúcleo Regional de Jaú, Marcos Augusto Mauad, a ideia é homenagear aqueles que estão cumprindo uma jornada doando sangue e os que estão começando, como é o caso dos dois jovens. “Para indicar esses homenageados, procuramos pessoas com uma história de vida como doadores de sangue e acabamos encontrando também outras que começaram a doar aos 16 anos e dois dias apenas”, disse. A faixa etária para doação de sangue é de 16 a 69 anos.
   Para Mauad, são pessoas que merecem essa medalha de honra ao mérito porque cumprem o exercício da cidadania. “Há pessoas que chegaram a doar 200 vezes ao longo da vida e outras que, por influência dos pais ou professores, começaram cedo a praticar essa ação, que pode salvar muitas vidas”.
Dojanir José Torchetto doou pela primeira vez em 1978, quando ouviu uma campanha no rádio. Desde então nunca mais parou. “Sempre tive boa saúde e foi uma maneira que encontrei de ajudar o  próximo. Estou muito contente com essa homenagem, mas minha alegria maior é fazer a doação”, disse.
   Luiz Otávio Toschi é o mais novo voluntário do Hemonúcleo de Jaú. Fã de bandas de heavy metal, o jovem se inspirou no pai, Luís Carlos, que é doador desde os 18 anos e também “metaleiro”. Assim como Toschi, Lara Derradi começou a doar sangue assim que completou 16 anos, idade mínima necessária para ser um doador. Segundo a mãe, Carla Derradi, Lara tinha desejo de ser voluntária desde os 13 anos. “Quando fez 16 anos, a primeira coisa que me pediu foi agendar doação no hemonúcleo”, contou Carla. “Gosto de ajudar as pessoas. Por isso quero ser médica”, completou a menina.
   Para o vereador Wagner Brasil, autor do projeto de lei que institui o prêmio “Doador de sangue do ano”, além de homenagear os doadores, sua iniciativa tem como objetivo incentivar a população a doar sangue. “Que essas pessoas sirvam de exemplo para aquelas que ainda não doam. A homenagem é merecida”.

Sobre o Hemonúcleo Regional de Jaú
O Hemonúcleo Regional de Jaú está integrado ao Programa Nacional de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde e ao Programa de Transplante de Medula Óssea, atendendo aproximadamente a 350 mil habitantes distribuídos em nove municípios e 11 hospitais, entre eles o Hospital Amaral Carvalho, referência em tratamento oncológico e na realização de transplantes de medula óssea. Para abastecer o estoque de sangue, a unidade, além da coleta de sangue em seu posto fixo, no HAC, realiza campanhas externas de coleta em escolas, clubes de serviço, empresas ou entidades. Desde 2014, a unidade passou a utilizar um micro-ônibus para realizar essa atividade.
Com adequada estrutura física, recursos humanos especializados e utilização de insumos e reagentes de primeira linha, o hemonúcleo garante a qualidade dos hemoderivados produzidos e a segurança transfusional da população, mas o mais importante em todo esse processo é a existência do doador de sangue.

Autor: Juliana Parra